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Conheça o Pantanal

Aspectos Gerais:
O Pantanal, uma das maiores planícies de sedimentação do mundo, ocupa grande parte do centro oeste brasileiro e se estende pela Argentina, Bolívia e Paraguai, onde recebe outras denominações. Dificilmente pode ser estabelecido um cálculo exato de suas dimensões, sabendo-se porém que a porção brasileira, localizada em partes dos Estados do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul, está estimada em cerca de 150.000 km2.

Essa imensa planície, levemente ondulada, pontilhada por raros morros isolados e rica em depressões rasas, tem seus limites marcados por variados sistemas de elevações, como chapadas, serras e maciços e é cortada por grande quantidade de rios, todos pertencentes à Bacia do Rio Paraguai.

Situado no centro do Continente Sul-Americano, o Pantanal é circundado, do lado brasileiro (norte, leste e sudeste) por terrenos de altitude entre 600-700 m, estende-se a oeste até os contrafortes da cordilheira dos Andes e se prolonga ao sul pelas planícies pampeanas centrais. As terras latas do entorno, muitas delas de origem sedimentar ou formadas por rochas solúveis e friáveis, continuamente erodidas pela ação do vento e das águas, fornecem enorme quantidade de sedimentos que são depositados na planície, num processo contínuo de entulhamento. Formam-se assim terrenos de aluvião, muito permeáveis, de composição argilo-arenosa.

Na paisagem pantaneira, a fisionomia altera-se profundamente nas duas estações bem definidas do ano : a seca e a chuvosa. Durante a seca, nos campos extensos cobertos predominantemente por gramíneas e vegetação de cerrado, a água de superfície chega a escassear, restringindo-se aos rios perenes, com leito definido, às grandes lagoas próximas a esses rios e a algumas lagoas menores e banhados em áreas mais baixas da planície. Em muitos locais torna-se necessário recorrer aos estoques subterrâneos, utilizando-se bombas manuais e moinhos de vento para garantir o fornecimento às casas e bebedouros de animais domésticos.

Os tons pardo-acinzentados da vegetação ressequida não só são substituídos pelo verde nos terrenos próximos à água superficial ou abastecidos pelo lençol freático.

As primeiras chuvas da estação caem sobre um solo seco e poroso e são facilmente absorvidas. Com o constante umidecimento da terra a planície rapidamente se torna verde devido ao rebrotamento de inúmeras espécies resistentes à falta d’ água dos meses precedentes.

Em poucos dias o solo se encharca e não consegue mais absorver a água da chuva que passa a encher os banhados, as lagoas e transbordar dos leitos mais rasos, formando cursos de localização e volume variáveis.

Esse grande aumento periódico da rede hídrica no Pantanal, a baixa declividade da planície e a dificuldade de escoamento das águas pelo encharcamento do solo, são responsáveis por inundações nas áreas mais baixas, o que confere à região um aspecto de imenso mar interior. Somente os terrenos mais elevados e os morros isolados sobressaem como verdadeiras ilhas cobertas de vegetação, onde muitos animais se refugiam à procura de abrigo contra a subida das águas.


Localização:

No coração da América do Sul, entre os paralelos 16 e 22 graus de longitude sul e os meridianos 55 e 58 graus de longitude oeste.

Área:
Ocupa uma área na região Centro Oeste do Brasil de 189 mil quilômetros quadrados, conforme o Dicionário Geográfico do IBGE, dos quais 63% em Mato Grosso do Sul e 37% em Mato Grosso.

Altitude:
Média de 110 metros.

Declividade:
De 6 a 12 cm por quilômetro no sentido leste-oeste e de 1 a 2 cm por quilômetro no sentido norte-sul.

Temperatura:
O clima é tipo quente no verão, com temperatura média em torno de 32°C e frio e seco no inverno, com média em torno de 21°C, ocorrendo ocasionalmente, geadas nos meses de julho e agosto. A precipitação pluviométrica anual está entre 1.000 e 1.400 mm, sendo dezembro e janeiro os meses mais chuvosos. No verão, entre outubro e maio, época das chuvas, as terras são literalmente inundadas. Podemos dividir o clima na região também em quatro estações distintas: seca (de junho a setembro), enchente (de outubro a dezembro), cheia (de janeiro a março) e vazante (abril e maio).

Umidade relativa do ar:
De 50% à 60% no inverno e em torno de 80% no verão.

Chuvas:
Diluvianas de Novembro a Fevereiro, quando se registram de 150mm à 300mm. De Julho a Agosto (seca), entre 5mm e 50mm.

Geologia:
AB'SABER (1988), em um extenso trabalho sobre a origem do Pantanal Matogrossense, desenvolve a idéia de que o que hoje é uma depressão teria sido no passado uma vasta abóbada de escudo, que funcionava como área de fornecimento detrítico para as bacias sedimentares do Grupo Bauru (Alto Paraná) e Parecis.

A vasta abóbada de escudo existente até o Cretáceo comportou-se depois como anticlinal esvaziada, de grande amplitude regional. Isto teria acontecido porque durante o soerguimento pós-cretácico de conjunto teriam ocorrido nela falhamentos importantes facilitando seu desventramento.

Hoje o Pantanal Matogrossense se caracteriza por extensas planícies de acumulação, com cotas inferiores a 200 metros. Sua evolução pretérita, atual e futura está submetida às condições das áreas elevadas que o rodeiam, pois estas constituem sua fonte de água e sedimentos (Godói Filho, 1986). Este autor apresenta algumas características geológicas das formações que ocorrem nas planícies de acumulação e daquelas que constituem sua área de influência: Complexo Rio Apa, Complexo Xingu, Grupo Rio Branco, Suite Intrusiva Guapé, Grupo Cuiabá, Grupo Corumbá, Grupo Jacadigo, Grupo Alto Paraguai, Grupo Amoguijá, Suite Intrusiva Alumiador, Suite Intrusiva Rio Alegre e Grupo Aguapeí (Pré-Cambriano); Formações da Bacia Sedimentar do Paraná, Basalto de Tapirapuã, Formação Jauru e Intrusivas Ácidas (Paelozóico e Mesozóico); Cobertura Detrito-laterítica, depósitos detríticos, Formação Xaraiés e Formação Pantanal (Cenozóico).

Ao longo dos trabalhos de mapeamento geomorfológico realizados através do Projeto RADAMBRASIL (Franco & Pinheiro, 1982) foram identificadas nove unidades geomorfológicas na região, destacando-se a unidade denominada Planícies e Pantanais Matogrossense, que os autores descreveram como sendo um enorme anfiteatro voltado para oeste. Esta unidade foi subdividida em oito Pantanais, individualizados por suas características morfogenéticas (altimetria relativa, litologia e pedologia) e botânicas: Pantanal do Corixo Grande-Jauru-Paraguai, do Cuiabá-Bento Gomes-Paraguaizinho, do Itiquira-São Lourenço - Cuiabá, do Taquari, do Negro, do Miranda-Aquidauana, do Jacadigo-Nabileque, e de Paiaguás. Toda a discussão relativa à incorreção do uso do termo Pantanal (uma vez que não se trata de uma área com características pantanosas) e às diferentes propostas de sub-divisões da região foi extensamente relatada por da Silva (1990). O principal fato é que embora toda a área esteja submetida a uma gênese comum, caracterizada pelo processo de acumulação, a diferente disposição dos sedimentos confere características distintas a cada subunidade.

Clima e Solo
No Pantanal, o clima predominantemente tropical, apresenta características de continentalidade, com diferenças bem marcantes entre as estações seca e chuvosa. Localizada na porção centro-sul do Continente Sul-Americano, a região não sofre influências oceânicas, mas está exposta à invasão de massas frias provenientes das porções mais meridionais, com penetração rápida pelas planícies dos pampas e do chaco. A temperatura usualmente alta, pode baixar rapidamente e até haver ocorrências de geadas, ficando as mínimas ao redor de 0º enquanto as máximas atingem quase 40º. As médias anuais registradas, em torno de 25º, têm como mínima 15º e máxima 34º.

De abril a setembro é a estação seca ou inverno , com chuvas raras e temperatura bastante agradável. Durante o dia pode fazer calor, mas as noites são frescas ou frias. Com o início das chuvas, geralmente em outubro, começa o verão que se prolonga até março. A temperatura, bastante elevada, só cai durante e logo após as pancadas fortes , voltando a subir até que novamente as grossas massas d’ água desabem sobre a região. É quando o Pantanal, úmido e quente, se transforma em imenso alagado onde os rios, banhados e lagoas se misturam. A partir de março o nível das águas vai baixando e o Pantanal começa a secar. No ápice da seca, entre julho e setembro, a água fica restrita aos leitos dos rios ou aos banhados e lagoas localizadas em porções baixas da planície, em permanente comunicação com os rios ou com o lençol freático.

O regime de chuvas determina uma alternância nas condições do solo, que é alagado no verão e seco no inverno. Há regiões altas que nunca são atingidas pelas cheias, regiões baixas que ficam quase sempre submersas e regiões de altitude intermediária, que se apresentam secas a maior parte do ano e alagadas durante alguns meses.

Por sua composição predominante argilo-arenosa os solos do Pantanal são caracterizados como pobres em sua parte mais profunda, mas como muito férteis na camada superficial, graças à deposição de matéria orgânica resultante da decomposição de restos animais e vegetais.


Elementos da Paisagem

A paisagem do Pantanal é caracterizada por terrenos muito vastos e planos, onde se sobressaem elevações como a as “cordilheiras”, os morros isolados e as serras, e depressões pouco profundas, a maioria preenchida durante grande parte do ano por água dos rios, lagoas e banhados. A altitude média de toda essa imensa planície é pouco superior a 100 m. Sua cobertura vegetal predominante é aquela característica dos campos limpos e cerrados e das matas.

CAMPOS:
São as formações mais freqüentes no Pantanal, podendo se apresentar sob dois aspectos diferentes : em regiões não inundáveis, de solo ácido e pobre, encontram-se os campos cerrados, onde a vegetação pouco densa é representada por espécies permanentes e efêmeras. Entre as permanentes, encontram-se arbustos e árvores de porte médio, caracterizados por troncos e galhos tortuosos, casca grossa e folhas coriáceas ou cobertas de pelos. O grupo das efêmeras compreende inúmeras ervas e gramíneas.

Em regiões mais baixas, sujeitas a inundações, os campos cerrados são substituídos por campos limpos ou campinas sem árvores, onde raras plantas lenhosas arbustivas ocorrem em meio a um tapete de capins. São excelentes pastagens naturais para o gado e para muitos herbívoros silvestres.

MATAS:
Sobressaindo por entre a vegetação dos campos vêem-se conjuntos muito diversificados de vegetais, formados por árvores de grande porte, arbustos, vegetação rasteira e trepadeiras. Podem se apresentar sob dois aspectos :

Matas ciliares ou galerias, encontradas margeando os rios e se estendendo por áreas mantidas úmidas pelos cursos d’ água;

Capões, ou manchas de vegetação de porte alto, encontradas nas partes elevadas das ondulações da planície, onde o solo é rico e o abastecimento da água garantido pelo lençol subterrâneo.

SERRAS:
São as elevações de maior altitude na região, chegando a 1000m de altitude como o Maciço do Urucum, formadas por terrenos rochosos, calcários e secos. A cobertura vegetal é constituída por espécies comuns do cerrado, entremeadas por vegetação típica de caatinga, tanto mais freqüente quanto mais elevado e pobre for o terreno. Podem apresentar manchas de pastagens naturais em suas encostas.


MORROS ISOLADOS:

Espalhados em alguns pontos da planície, como elementos isolados, encontram-se elevações de pequena altura, com 150 a 200m em média e formato geralmente arredondado. São também chamados de inselbergues, pois durante a época das cheias destacam-se nas áreas inundadas, como verdadeiras ilhas cobertas de vegetação. No sopé desses morros isolados a vegetação é semelhante a dos capões e do cerrado. Nas proximidades do topo, o terreno cada vez mais pedregoso e seco é coberto por espécies típicas de caatinga, como ocorre nas serras.

CORDILHEIRAS:
São pequenas elevações em forma de cordões que variam de 1 a 6m de altura, constituídos por areias finas e pouco compactas, provenientes da erosão de arenitos e levadas pelo vento para a planície do Pantanal. Funcionam como barreiras entre as depressões naturais, represando as águas durante as inundações. São comparáveis a dunas, cobertas por vegetação, a qual atua como elemento de fixação.

RIOS:São cursos d’ água de leito definido, de volume bastante variável conforme a época do ano, limitados por praias arenosas, barrancos, campos firmes ou alagadiços. Com águas geralmente barrentas, que não correm com muita velocidade, esses rios de planície apresentam numerosos meandros e afluentes, onde são comuns os bancos de areia e raras as corredeiras e os leitos rochosos. Suas margens são cobertas por vegetação de campo limpo, de cerrado, de mata ou de brejo. No Pantanal são conhecidos como corixos os cursos d’ água menores, de volume e leito variáveis conforme a época do ano, mas que correm o ano todo, alimentados por um rio de grande porte. Durante a estação seca podem se reduzir a filetes d’ água, enquanto que na cheia ficam tão volumosos que se confundem com os rios principais. Nesta época, também nas vazantes como são conhecidos os canais de comunicação ou de drenagem entre os rios e lagoas, encontra-se grande quantidade de água. Na estação seca porém, ela praticamente


Vegetação:

A diversidade de condições ambientais determina uma grande variedade de tipos de vegetação, designada por alguns autores com “complexo do Pantanal” por considerarem que essa denominação exprime o “complexo de condições e de tipos de vegetação ali existentes “ (Ferri, 1980). Na verdade, “o Pantanal se nos afigura como o lugar onde todos os tipos de vegetação do continente vêm fundir-se, aparecendo na vasta área amostras de cada um deles e, em certos pontos, verdadeira mistura” (Gonzaga de Campos, 1912).

Nas regiões de altitude intermediária, onde o solo é arenoso e ácido e a água é retida apenas no sub-solo, encontra-se vegetação típica de cerrado. Os elementos predominantes neste tipo de formação são as árvores de porte médio, de casca grossa, folhas recobertas por pelos ou cera e raízes muito profundas. Elas se distribuem não muito próximo uma das outras, entremeadas de arbustos e plantas rasteiras, representadas por inúmeras espécies de ervas e gramíneas. Na época da seca, como proteção contra a dessecação, muitas árvores e arbustos perdem totalmente os ramos e folhas; outros limitam-se a derrubar as folhas, mas os ramos persistem e podem florescer. Nessa época é comum a prática de queimadas nas fazendas, para limpar o campo das partes secas da vegetação. Realizada de maneira controlada, a queimada, não é de todo prejudicial, como seria em outros ambientes, pois estimula o rebrotamento de muitas plantas do cerrado. No entanto, se o fogo se alastrar repentinamente por outras áreas, muitos animais e vegetais poderão ser inutilmente sacrificados. Assim, essa prática só será aconselhável se puder ser executada com bastante cuidado.

Em regiões mais baixas e úmidas, onde as gramíneas predominam, encontram-se os campos limpos, pastagens ideais para a criação do gado que lá convive em harmonia com muitas espécies de animais silvestres.

Em pequenas elevações, quando o solo é rico, encontram-se capões de mato formados por árvores de porte elevado, como aroeira, imbiruçu, angico, ipês.

Rede ferroviária:
450 Km no trecho Campo Grande-Corumbá, atualmente só para trens de carga.

Rede rodoviária:
BR 163 de Campo Grande a Cuiabá (norte)
BR 262 de Campo Grande a Corumbá (oeste)
BR 274 de Campo Grande a Porto Murtinho (sudoeste)
Sub-regiões: Os Dez Pantanais
No Mato Grosso (MT)
Cáceres
Poconé
Barão de Melgaço
No Mato Grosso do Sul (MS)
Paiaguás
Corumbá
Nhecolândia
Abobral
Rio Negro
Miranda
Nabileque
Mapa:


Hidrografia:
A principal bacia hidrográfica é a do rio Paraguai com 1400km de extensão. Os principais afluentes do rio Paraguai são: São Lourenço (560km), o Miranda (264km) e Taquari (850km). A Bacia Hidrográfia do Alto Paraguai te, como base a cota de 200m acima do nível do mar (a.n.m.). Compreende uma área de 107.400 km², o que corresponde a 24% da área total do Estado.

Sub-Bacias Hidrográficas
O Estado de Mato Grosso do Sul abriga uma densa rede hidrográfica. É banhado por duas importantes bacias hidrográficas do Brasil: a Bacia do Rio Paraguai, que drena a porção ocidental e, a Bacia do Rio Paraná, drenando a porção oriental, tendo a Serra de Maracajú como principal divisor de águas.

Regiões Inundadas do Pantanal
Os alagamentos no Pantanal são periódicos e, à medida em que se verifica uma mudança na topografia, percebe-se uma diferenciação idêntica nos períodos de tempo em que cada porção permanece inundada durante o ano.

Fauna:
São aproximadamente 280 espécies de peixes, 90 de mamíferos, 600 de aves e 50 de répteis.

Flora:São aproximadamente 1500 espécies de plantas estimadas pela EMBRAPA.

FONTE: Portal Pantanal
www.portalpantanal.com.br

Programa pró-Taquari é comemorado como fato histórico por pantaneiros

A formulação do programa de ações para promover a proteção e recuperação ambiental da bacia do Rio Taquari, lançado ontem, 8, pela Presidência da República em Corumbá atende ao clamor de mais de 30 anos dos pantaneiros que vivem com o drama do desastre ambiental do importante afluente do Rio Paraguai.

A afirmação é do presidente do Sindicato Rural de Corumbá, Pedro Luiz Lacerda, que se emocionou ao discursar no evento realizado na sede da entidade, com a presença de lideranças políticas e membros do Grupo de Trabalho Interministerial (GTI), organismo responsável pela elaboração do programa pró-Taquari.

“Estamos vivenciando um fato histórico”, disse Lacerda.

O dirigente ruralista lembrou dos pantaneiros que lutaram por esse momento, alguns já falecidos, e em tom de desabafo citou que a classe ruralista foi, muitas vezes, incompreendida ao tentar salvar o Taquari de tamanha devastação.

“Fomos chamados de provocadores dessa agressão. Foram anos de lutas e desilusões, que nos renderam até processos. O passivo ambiental era todo nosso”, comentou.

Lacerda disse que, no passado, o Ministério Público e ambientalistas radicais impediram qualquer ação para recuperar o rio e reduzir os impactos sociais e econômicos no Pantanal. “Eles não tinham compromissos com a nossa região”, apontou ele.

Sonho real

O presidente do Sindicato Rural rendeu homenagens ao senador pantaneiro Delcídio do Amaral (PT/MS), dizendo que ele é a salvação para o clamor dos pantaneiros, tornando um pesadelo em sonho real. “Os pantaneiros reconhecem seu trabalho, temos uma grande dívida com o senador”, acrescentou.

Lacerda também agradeceu e destacou os parceiros Ruiter Cunha de Oliveira, prefeito de Corumbá; o governador André Puccinelli, “que acreditou e abraçou a nossa causa”; a vereadora Cristina Lanza (PT); e Anízio Bispo, corregedor-geral do Ministério Público Estadual.

“Hoje estamos caminhando juntos, produtores, os governantes e o Ministério Público. É um momento muito especial”, ressaltou.

Um grande número de fazendeiros tradicionais e taquarizanos participaram do lançamento do programa, atendendo ao chamamento do Sindicato Rural de Corumbá. Entre eles, dona Berenice Castello, 84 anos, símbolo da luta pela recuperação do Taquari. Sua fazenda, de sete mil hectares, está debaixo d’água na região do Cedro

Dupla assalta estabelecimento e tranca dona em banheiro

Marcelo Eduardo
Do Midiamax News
Em Três Lagoas (cidade distante 334 quilômetros a leste de Campo Grande), Edineide Maria Salim Moreira, 39 anos, teve sua loja assaltada por volta das 14h24 de ontem, 9 de dezembro. Ela informou à Polícia da cidade que, dois homens armados chegaram no comércio e anunciaram o assalto. Eles a trancaram no banheiro do estabelecimento e levaram todo o dinheiro do caixa [o valor não foi informado]. 

O comércio de Edineide fica na avenida Filinto Müller, 175, Centro de Três Lagoas. Edineide informou apenas, como consta no boletim de ocorrências, que os rapazes chegaram em uma bicicleta azul. Eles fugiram tomando rumo ignorado. 

Governador Cassol e vice Cahulla reinauguram Palácio Getúlio Vargas

PORTO VELHO (RO) - O governador Ivo Cassol e o vice João Cahulla reinauguraram no início da noite desta terça-feira, 9, o Palácio Getúlio Vargas, que pela primeira vez desde que foi construído em 1954 passou uma reforma completa.

Depois de quase um ano em reformas, as obras de revitalização do Palácio Getúlio Vargas foram concluídas e entregues à comunidade. A obra foi feita com recursos próprios do estado, e custou R$ 1,5 milhão. De acordo com informações de técnicos do Departamento de Obras Públicas – Deosp, responsável pela reforma, algumas seções do Palácio tiveram que ser refeitas em função das más condições que se encontravam. Foi o caso de portas, janelas e instalação elétrica e hidráulica. A obra que seria apenas de revitalização precisou sofrer mudanças sugeridas pelo Ministério Público, como foi o caso de elevador e adaptadores de acessibilidade (rampas) para portadores de necessidades especiais em todos os pavimentos.

De acordo com o secretário do Deosp, Alceu Dias, o prédio manteve as mesmas características físicas e o perfil original da arquitetura, pois no futuro quando o Centro Político Administrativo – CPA estiver pronto, o Palácio Getúlio Vargas deverá ser transformado em museu. O Palácio também recebeu pintura nova, nas cores azul e branco, seguindo determinação do governador Ivo Cassol, que são cores padrão dos prédios do Governo do Estado.

O governador Ivo Cassol disse que a reforma do Palácio vai oferecer uma nova estrutura, não só para o governador trabalhar, mas para toda a sua equipe. No prédio vão funcionar o Gabinete do Governador, do Vice-Governador, Casa Civil, Gabinete Militar, Coordenadoria Geral de Apoio à Governadoria (CGAG), Coordenadoria Técnica Legislativa (Cotel) e o Departamento de Comunicação (Decom).

A cerimônia de reinauguração aconteceu nas escadarias do Palácio e contou com a presença de autoridades civis e militares. Após a cerimônia foram acesas as luzes natalinas, tradicional decoração que todos os anos brinda a chegada das Festas e é apreciado pela população. Além do governador e do vice, acompanhado de suas esposas, praticamente todos os secretários de estado compareceram à cerimônia. Os deputados Maurão de Carvalho e Euclides Maciel representaram a Assembléia Legislativa na cerimônia.

Papudiskina comenta falta de investimentos no SAAE de Cacoal

Papudiskina comenta falta de investimentos no SAAE de Cacoal
PAPUDISKINA
*Daniel Oliveira da Paixão


Desânimo geral no SAAE
O Sacrifício imposto aos servidores de Cacoal, nos últimos 08 anos, acabou gerando uma série de transtornos e a principal delas é o desânimo generalizado em razão dos 54% de perdas salariais acumuladas. Só para se ter uma idéia, em 2000 o salário bruto de um agente administrativo naquele órgão era de aproximadamente 700 reais, o que dava mais de 4 salários mínimos (165 reais na época). Hoje, quase nove anos depois, esse mesmo servidor recebe cerca 826 reais líquidos, o que equivale a menos de dois salários mínimos. Portanto, recompor o salário dos servidores do SAAE é condição essencial para recuperar o ânimo naquele órgão e restabelecer um tratamento mais justo aos trabalhadores. Um dos servidores mais antigos, que pediu anonimato por razões obvias, afirmou que sua última esperança é que o novo prefeito realmente cumpra o acordo assumido durante a campanha, pois do contrário, ele prevê que o órgão continuará a perder funcionários que, desiludidos, estão mudando de emprego e até mudando-se para outras cidades. Ele disse que os servidores já deram a sua cota de sacrifício para que a diretoria conseguisse colocar a casa em ordem e investisse na reestruturação do órgão. "Agora temos de pensar um pouco em nós, em nossas famílias e dentro de nossos direitos, vamos cobrar mais respeito, pois nós e nossas famílias merecemos. O correto seria brigarmos por melhoria de salários, mas do jeito que as coisas andam, conseguir pelo menos recompor o que tiraram de nós, ao longo desse tempo, já será um alívio", concluiu.


Atendimento ao público
A diretoria do SAAE investiu em um novo sistema automatizado e adquiriu alguns monitores de LCD, mas, aparentemente, continua com os mesmos CPUS (computadores) antigos, em condição deplorável de uso. Tanto é verdade que em alguns momentos formam-se filas enormes de clientes simplesmente porque, desesperados e corados de vergonha, os servidores daquela entidade têm de ficar iniciando e reiniciando os computadores. Outro problema gravíssimo e vergonhoso - até hoje ninguém teve coragem e ousadia de falar - é o sistema de distribuição de senhas. Em pleno século 21, quando máquinas de emitir e exibir senhas através de um monitor são relativamente baratas, as senhas no SAAE são blocos de papel cartão, colocados em uma caixa-arquivo, que o tempo todo misturam-se uma as outras. O que acontece no SAAE seria motivo de piada se chegasse ao conhecimento de pessoas com o mínimo de conhecimento em informática. Muitas vezes acontece de um cidadão chegar e ficar com a senha em mãos durante meia hora e chega outra pessoa e acaba "tirando sorte grande" e fica com um número menor. Resultado: quem esperou meia hora, tem de aguardar mais 10 minutos ou mais, até que o felizardo que acabara de chegar está sendo atendido. O servidor que fez essa reclamação, contou-nos: "é triste termos de revelar essas coisas do órgão que defendemos e que é o nosso ganha pão, mas alguém tem de alertar a sociedade para ver se nossos vereadores tornam-se mais combativos e olhem de verdade para o caos em que se encontra o SAAE não só no que diz respeito às vergonhosas perdas salariais que vitimam a cada dia aos pais de famílias, mas também ao péssimo atendimento à população por conta da falta de funcionários e desânimo dos que já estão lá em fornecer um serviço de qualidade, pois não recebem um salário condizente com suas necessidades básicas.

Novos secretários municipais
O prefeito eleito Francesco Vialetto continua muito assediado e pressionado para definir os novos secretários municipais e alguns deles, já definidos, ao que parece estão causando muita reclamação por parte dos servidores, pois trata-se de gente importada de outros municípios (Pelo menos esse é o boato que corre). Por mais que essas pessoas sejam competentes, é comum os prefeitos eleitos privilegiarem quem mora no município. Admite-se, porém, a busca de gente de fora - mas apenas - em caso de profissionais com formação técnica não encontradas em nossa cidade. Um servidor municipal que, temendo perseguição pediu o anonimato, revelou-nos: "não podemos concordar que gente do PT de outros municípios invadam Cacoal de repente, ocupem os cargos importantes, enquanto gente que vive aqui, tem uma história de dedicação à cidade, fique de fora, por conta de um protecionismo partidário. O PT ganhou as eleições em Cacoal, alçado por uma importante coalizão composta por PMDB, PDT, PSC e PHS. Depois de eleitos, é natural que membros do partido venham com essa história de que se elegeram por seus próprios méritos e que esses partidos não representaram muita coisa.É possível que se elegeriam sozinhos? Pode ser. Mas uma vez que aceitaram a composição política, não há como provar essa tese. Além do mais, há regras básicas na convivência política que precisam ser respeitadas. Não se pode desfazer dos aliados, empurrando-os como peças de dominós para que tombem inapelavelmente.


O Estado 'tem culpa' por jovem virar bandido
O presidente foi ao Rio nesta quinta (4). Foi lançar, no complexo do Alemão, um progama social: "Territórios da Paz". Em dicurso, Lula disse que o Estado não pode ser eximido de culpa nos casos em que jovens pobres aderem ao crime. "Quando a gente vê um jovem de 25 anos sendo preso, esse jovem é vítima das políticas econômicas..." É vítima "...das políticas sociais, das políticas educacionais. O Estado tem culpa do jovem ter virado bandido". Na seqüência, Lula tratou de acomodar no assento de culpados todos os gestores públicos das últimas três décadas.

"É importante ter o entendimento político de porque o Brasil empobreceu tanto..." "...Isso é resultado do descaso que os governantes dos últimos 30 anos tiveram com o povo pobre desse país".

O presidente, obviamente, se auto-excluiu do rol de governantes ineptos. A novidade é que já não atribui a "herança maldita" apenas a FHC.

No instante em que Lula discursava no Alemão, moradores das favelas da Maré realizavam uma manifestação.

Protestavam contra a morte de um menino de 8 anos. Foi abatido com um tiro na cabeça. Tiro supostamente disparado pela arma de um PM.

Neste caso, o menino pobre vai à cova antes mesmo de ter a oportunidade de optar entre a vida honesta e a bandidagem.

* Daniel Oliveira da Paixão é jornalista e colunista de política e de assuntos quotidianos em Cacoal, RO.

Cantor Paulo Matricó faz show em Cacoal no dia 13

Já é grande a expectativa em relação à apresentação do cantor Paulo Matricó, no próximo dia 13, em Cacoal, em evento promovido pela C.E.B União do Vegetal, Núcleo Estrela Oriental, na Rua Santo André, 1711, Bairro Industrial. Os ingressos já estão à venda no valor de 15 reais e a meia entrada custa 8 reais, com a apresentação da carteira de estudante, devidamente certificada.

Segundo a advogada Rosimeire Delgada, uma das apoiadoras do projeto, é importante a aquisição do ingresso antecipadamente, pois as vendas são limitadas.

Informações adicionais e compras de ingressos podem ser adquiridas com Ivison Chesi pelo telefone 9257-4843, Fabiano Pegoraro no 99771839, Izilda no 9204-5605 e com Rosimeire no telefone 8112-7685.

Conheça um pouco da história deste talentoso artista
O Poeta e cantador Paulo Matricó traz no coração e na bagagem a história do Sertão. Nascido no vale do Rio Pajeú, no município de Tabira, Pernambuco, bebeu na fonte da poesia sertaneja. Herdou do pai, "seu" Albino Pereira e de outros menestréis da cantoria como , Louro do Pajeú, Pinto de Monteiro, Zé Catota, e Jó Patriota, a arte de contar histórias simples com o apuro de métrica e a graciosidade do repente popular.

A descoberta da viola e da música como expressão veio mais tarde, (1990), com a formação do grupo MATRICÓ - expressão indígena que significa PAI DO FOGO (Instrumento rudimentar que com atrito entre duas pedras gera fogo) - em Caruaru. No grupo Paulo era vocalista e percussionista. Nesta época nasceram suas primeiras composições.

Criado no meio de repentistas, cantadores e forrozeiros, Paulo Matricó traz a semente destes artistas tipicamente nordestinos e naturalmente fortes.

Carregando consigo as influências de grandes mestres da cantoria e da música popular como: Jackson do Pandeiro, Zé Marcolino e Luiz Gonzaga, Matricó faz uma música cheia de poesia e rítmos bem peculiares.

Matricó integra uma leva de artistas cujo tema principal é a cultura local e que pretende mostrar, para o Brasil e para o Mundo, o lado belo e encantador do Sertão nordestino. Dentre eles estão Elomar, Xangai, Vital Farias, Anchieta Dalí, Maciel Melo e outros.

Música Regional Popular Brasileira, é assim que Matricó auto-denomina seu trabalho, uma mistura de rítmos puramente nordestinos: baião, xote, côco, forró, arrasta-pé, toadas boiadeiras e sertanesa.

O Pantanal é um dos mais valiosos patrimônios naturais do Brasil. Maior área úmida continental do planeta – com aproximadamente 210 mil km2, sendo que

O Pantanal é um dos mais valiosos patrimônios naturais do Brasil. Maior área úmida continental do planeta – com aproximadamente 210 mil km2, sendo que 140 mil km2 em território brasileiro, em parte dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul – o Pantanal destaca-se pela riqueza da fauna, onde dividem espaço 263 espécies de peixes, 122 espécies de mamíferos, 93 espécies de répteis, 1.132 espécies de borboletas e 656 espécies de aves. As chuvas fortes são comuns nesse bioma. Os terrenos, quase sempre planos, são alagados periodicamente por inúmeros corixos e vazantes entremeados de lagoas e leques aluviais. Na época das cheias estes corpos comunicam-se e mesclam-se com as águas do Rio Paraguai, renovando e fertilizando a região.
O equilíbrio desse ecossistema depende, basicamente, do fluxo de entrada e saída de enchentes que, por sua vez, está diretamente ligado à pluviosidade regional.

De forma geral, as chuvas ocorrem com maior freqüência nas cabeceiras dos rios que deságuam na planície. Com o início do trimestre chuvoso nas regiões altas (a partir de novembro), sobe o nível de água dos rios, provocando as enchentes.

O mesmo ocorre paralelamente com o Rio Paraguai, não havendo como escoar toda a água acumulada. As águas se espalham e cobrem, continuamente, vastas extensões em busca de uma saída natural, que só é encontrada centenas de quilômetros adiante, no encontro com o Rio Paraná, que deságua no Rio da Prata e este, no Oceano Atlântico, fora do território brasileiro. As cheias chegam a cobrir até 2/3 da área pantaneira.

A partir de maio inicia-se a "vazante" e as águas começam a baixar lentamente. Quando o terreno volta a secar permanece, sobre a superfície, uma fina mistura de areia, restos de animais e vegetais, sementes e húmus, propiciando grande fertilidade ao solo.

A natureza repete, anualmente, o espetáculo das cheias, proporcionando ao Pantanal a renovação da fauna e flora local. Esse enorme volume de água, que praticamente cobre a região pantaneira, forma um verdadeiro mar de água doce onde milhares de peixes proliferam. Peixes pequenos servem de alimento a espécies maiores ou a aves e animais.

Quando o período da vazante começa, uma grande quantidade de peixes fica retida em lagoas ou baías, não conseguindo retornar aos rios. Durante meses, aves e animais carnívoros (jacarés, ariranhas e outros) têm, portanto, um farto banquete à sua disposição.

As águas continuam baixando mais e mais e nas lagoas, agora bem rasas, peixes como o dourado, pacu e traíra podem ser apanhados com as mãos pelos homens. Aves grandes e pequenas são vistas planando sobre as águas, formando um espetáculo de grande beleza.

Moreira Mendes diz que corporativismo pode salvar Paulinho

Brasília, 2/dez/2008 - O deputado federal Moreira Mendes (PPS-RO) defendeu isenção por parte dos integrantes do Conselho de Ética e Cidadania da Câmara para votar o parecer que pede a cassação do mandato do deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, por quebra de decoro parlamentar. Moreira disse temer que a base aliada, da qual o partido do denunciado faz parte, e o espírito de corpo entre os pares salvem o pedetista da degola. A votação do processo está marcada para essa quarta-feira, às 13h, no plenário 7.

"Tudo indica que o corporativismo e o governo vão salvar o mandato do denunciado (Paulinho), apesar das provas contidas de quebra de decoro no relatório", disse Moreira Mendes, que declarou o voto pela aprovação do parecer apresentado, quarta-feira passada, pelo deputado Paulo Piau (PMDB-MG), pedindo a cassação do parlamentar. A votação do parecer foi suspensa por pedido de vista da deputada Solange Amaral (DEM-RJ). A apreciação do relatório será retomada nesta semana.

Paulinho Pereira é acusado de envolvimento com o esquema fraudulento montado para desviar recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), desbaratado pela Operação Santa Tereza, da Polícia Federal. Pesa contra o pedetista o recebimento de recursos públicos no valor de R$ 37 mil para a ONG Meu Guri, ligado à Força Sindical e dirigido pela mulher de Paulo Pereira.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, a tendência é de que o relatório de Piau seja rejeitado por oito dos 15 integrantes do Conselho que terão direito a voto. Segundo o Estadão, a provável absolvição de Paulinho da Força faz parte do acordo firmado entre os partidos do bloquinho ( PDT, PCdoB, PSB, PRB e PMN) em torno da candidatura de Marta Suplicy à Prefeitura de São Paulo.

Na avaliação de Moreira Mendes, se o Parlamento deixar que o processo contra Paulinho acabe em "pizza" estará perdendo a oportunidade de se reabilitar perante à opinião pública. "Se queremos fazer desta Casa um espaço confiável, temos que agir com isenção e determinação", defendeu o parlamentar.